QUASE PERFEITO

 


Esse teto tão bem pintado de um azul que encanta os olhos...

Seu pintor caprichou nos detalhes, pois altera seus tons conforme passam as horas.

Contornos perfeitos! Às vezes brancos luminosos e até tons escuros acompanhados de sons. Um capricho de acabamento.

A iluminação não foi deixada de lado, também altera conforme o ambiente.

Uma luz ao centro controla o dia. A outra, automaticamente, entra para dar vida à noite acompanhada de incontáveis pequenas luzes que, algumas vezes, se movimentam como fosse mágica.

E o paisagismo? Simplesmente incrível.

Para cada canto dessa casa um toque exclusivo. Muito verde, fontes, pedras e água por toda parte.

Uma maravilha de casa pensada por um arquiteto tímido que não se identifica, mantém-se no anonimato. Deixa todos curiosos com ele e com sua obra.

Essa casa só não tem um telhado e seus vizinhos moram distantes (talvez, só, aos nossos olhos), também não tem paredes, nem divisas.

Mas tudo nessa casa se apresenta como uma construção perfeita.

Algo me diz que, também, somos obra desse arquiteto, então me pergunto:

Será que faltou algum material para que, também, pudéssemos ser perfeitos?

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