POETAS DO ORKUT

A pedido da sempre querida amiga,  Soninha Porto,  começo a publicar periodicamente por aqui. Levei um tempo para aceitar, por saber que neste espaço existem incontáveis talentos e serão eles os leitores. Uma grande responsabilidade.

Também demorei a fazer esta primeira publicação, por tentar encontrar um formato, uma linha que pudesse se tornar prazerosa para quem escreve e agradável para quem a lê. Pretendo escrever algumas diversidades, mas tentando sempre apresentar uma pequena história como referência a esta apresentação.

Num primeiro momento lembrei-me de uma noite em que eu e Soninha nos encontramos para tomar alguns chopes e jogar um pouco de conversa fora, mas infelizmente não encontrei os Poemas que pretendia apresentar. Deles lembro apenas o título: “poemas de boteco”. O banheiro do bar ficava no segundo andar e a cada subida na escada, descia um poema e com eles muitas risadas. Como não encontrei, precisei mudar o tema e para iniciar por aqui escolhi falar um pouco sobre o início da “Poemas à Flor da Pele”. Um pequeno grupo de amigos falando poesias pelos quintais e bares. Encontros despretensiosos que tomaram corpo pelas mãos visionárias da Soninha e do apoio de amigos, alguns deles grandes talentos que nos acompanhavam. Quanto mais a Poemas crescia e aparecia era também criticada por alguns poucos que aprenderam a estabelecer regras ao mundo da poesia, onde definitivamente elas não cabem. Entendo que as artes se apresentam de várias formas para divertir, criticar, questionar, desacomodar, mas jamais para censurar... Como forma de trazer reflexão ao tema nos saraus nascidos nos quintais, enfeitado pelas fumaças das churrasqueiras e depois publicados nas páginas do bom e velho Orkut, nasceu o poema que segue, espero que apreciem:

POETAS DO ORKUT

Quando Deus em sete dias fez o mundo.
Perfeito! com suas curvas e retas.
Fechou seus olhos. Criou num segundo
Homens e bichos. As cores e os POETAS.

Os homens! Como era de se imaginar,
Fizeram, lá, múltiplas transformações.
Físicas! Também regras de como andar,
Ditaram nela seus rumos e as razões.

Os bichos! Viveram bem lado a lado,
Sem cercas, imposições ou limite.
Um convívio leal, sem certo ou errado,
Onde nobreza, de verdade existe.

As cores! Mostraram-se lindas, belas,
Umas Simples, outras fortes, vibrantes.
Deram ares de pinturas em telas.

E os POETAS? Os POETAS se dividiram.
Julgaram-se! Fizeram-se distantes.
Só reais! Virtuais nunca existiram.

Ernesto Braga
20/04/2007

Ernesto Braga

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6 Comentários

  1. Querido amigo Ernesto, que bela lembrança, vou tentar achar o nosso poema de boteco, que ficou lindo, hehehehe, depois de vários chopes, que delicia!
    Muito bem-vindo aqui neste espaço, que representa a nossa resistência como Poemas à Flor da Pele! Coloque sua voz aqui, tenho certeza de que tem muito a nos dizer, te amamos!

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  2. Legal Ernesto. Excelente contribuição

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POEMEM-SE SEMPRE!
SEJAM BEM-VINDOS!