23 julho 2020

O SILÊNCIO DO VAZIO

                O SILÊNCIO DO VAZIO
                                                                Dariely de Barros Gonçalves 

Tu já escutaste o silencio do teu vazio?   Tu já te sentiste, esquisito, deslocado, solitário?  Eu, muitas vezes. Sim, essa sensação, pelos menos, em algum momento de nossas vidas, atinge a todos nós. Já que a nossa existência é por definição solitária e traz o peso da nossa própria responsabilidade. Ela é nossa, exclusivamente nossa e ninguém poderá vivê-la, senti-la ou experienciá-la por nós.

É somente quando encaramos o silencio do nosso vazio, quando reconhecemos e aceitamos que somos imperfeitos. É somente quando encaramos as questões que ela nos propõe, ou seja, as nossas inquietações, espantos, dilemas, fracassos. Quando não fugimos do nosso mais profundo eu. Aquele que não queremos e tememos conhecer que, então, transformamos solidão em solitude. O convívio pacífico com nós mesmos e o amor pela nossa própria companhia, existência, apesar de falha e incompleta.

Atrevo-me a parafrasear, Sócrates, e dizer que é somente quando “nos conhecemos a nós mesmos”, que conseguimos sentir compaixão, empatia, respeitar, perdoar e amar verdadeiramente ao outro.
Sim, amar no sentido contido no pensamento de Aristóteles e Spinoza. Aquele amor em que sentimos alegria pela simples presença e existência de algo ou de alguém em nossa vida. Não um alguém idealizado, inventado ou um suposto reflexo e extensão de nós. Mas um alguém humanizado, com todas as suas dores, cicatrizes, fragilidades, dificuldades, imperfeições, igualmente a nós.
Isso significa que, enquanto não atravessarmos a nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades, em outras partes. Para viver a dois, para viver em sociedade, para viver as amizades antes é necessário ser um.

Nos dizeres do poeta e escritor Rainer Maria Rilke “O Amor, são duas solidões protegendo-se uma à outra”.




3 comentários:

Soninha Porto disse...

Muito bem-vinda querida Dariely! Lindo texto, sucesso!

Dariely de Barros Gonçalves disse...

Gostaria de editar o texto. Foi sem revisão. Mas não estou conseguindo. Obrigada.

Clau Poeta disse...

Encontrei-me em teu texto, Dariely! Parabéns!
Quantas vezes me vejo assim, perdida em meu silêncio.
Sensacional!
Sejas bem-vinda! Sucesso sempre!

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