13 janeiro 2016

Perdido no espaço


Perdido no espaço
(André Anlub - 10/10/09)

Viajo por entre galáxias,
Estrelas cadentes,
Buracos negros,
Na velocidade da luz.

Espelho-me em grandezas,
No infinito,
No belo, bonito,
Em muitas certezas
Inclusas no tempo e na imaginação.

Contudo me acho
Perdido no espaço,
Sem pé nem cabeça
E com muita incerteza
De um ser que retorna
De volta ao chão.

Vejo-me inseguro,
Tonto em perigo,
Meu próprio inimigo,
Poeira estelar
Em um eco obscuro,
Anéis de Saturno,
Construo um abrigo
Em um planeta vazio,
Chamo de meu lar.

Atravesse os mais tortuosos logradouros
Cobice as respostas e não os louros
Vire o mundo do avesso – como em um desenho
Enfrente mandinga e sol quente – com muito empenho
Seja pigmento sólido ou pó solúvel
Transmita o que vive e pensa – em ínfimo espaço
No papel deixe sua vida – assine embaixo.

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