09 dezembro 2015

Nada como um peixe após o outro

 

Escrevinhador de inteira tigela
(André Anlub -18/04/13)

Não me observo mais em ingênuos instantes
só quando as toalhas molhadas estão em cima da cama.
Onde está o meu sonho de morar numa praia distante?
- perdeu-se ao preocupar-me com uns pedaços de panos.

Quero parar de procurar meus escritos perdidos
e  meus livros rasurados que foram jogados à toa.
Deixei a paleta sem tinta e o meu colorir sem aquarela.
Deixei vazia a panela, não fui pescar na lagoa.

Disfarço e não vejo meus textos sem nexo
nem os sonetos sem rima de um sentimentalismo perplexo.
O meu ser já perdeu a transparência intacta
sendo um homem de lata, sem coração nem reflexo.

Enfim, quiçá, eu seja insano escrevinhador,
que às vezes conduz a dor, deixando o amor conservado.
Mas naquilo com esmero, um deslumbrado sincero
que tem quentura e frieza no escrever que me presto.

Não mais para ti

Não quis despertar-te, engoli minha angustia, calei também a devoção; com enorme astúcia despontei-me na rua. Nada invasivo, na minha pele nua fiz tatuagem da real amada. Sacudi-me com destreza e bati asas. Como um belo e doce felino – no ápice total do instinto que desvirginou tuas matas – lavei minhas mãos... ou melhor: lambi minhas patas. Fui-me, deixei-te. Mas antes de todo o acontecido mostrei-te com frieza a verdade, deixando um bilhete em teu leito, o suicídio do meu sentimento.

André Anlub®

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