05 setembro 2015

HUMILDADE.

Para ler, pensar e mudar atitudes! HUMILDADE “Grande são os humildes que em suas arrogâncias extremas apenas soluçam, nunca choram, pois se o fizerem não caberiam estrelas no céu e pérolas na terra.” Dalvilson Policarpo - Educador paulista Neste caminhar pela vida, tocado pela poesia, que a minha percepção encontra ou reencontra nas pessoas e nas coisas, a humildade sempre foi matéria de reflexão, e espanto. Nos humildes a vida parece que é mais bela, mais leve, cheia de graças e felicidades. A humildade não pode e nem deve ser confundida com ignorância, antes ela é uma característica de alguns corações e almas, que não foram contaminadas pelas coisas do mundo... Por seus encantos efêmeros e passageiros... A humildade pode ser encarada como um estado de conformidade entre o que se é, e o que se tem, e o que se pode conseguir... Antes, não é passividade, nem alheamento, muito menos falta de coragem e entusiasmo com a vida. Costuma-se confundir humildade com um comportamento religioso, presente em nossa sociedade sob inúmeras denominações, e apresentação de regramentos... Mas, ser humilde é muito mais do que se adequar a esta ou aquela apresentação do divino. Ser humilde é antes de tudo, aceitar a vida, como ela se apresenta, e como se ela a vida, fosse um material maleável, embora de certa forma seja, ir moldando-se a ela, e moldando a vida como se quer, se deseja, ou na impossibilidade de se concretizar desejos, como ela pode ser... Antes de tudo a humildade é característica daqueles que mesmo em suas ignorâncias educacionais, são sem se darem conta, ou de se vangloriarem, sábios, com suas consciências pertinazes e atentas, vivas, plenas, conscientes do que a vida em comunidade lhes apresenta, querendo a todo o momento conduzir e moldar. Ser humilde não é ser cordeiro manso que vai de bom grado ao matadouro! Antes é ser consciente dos grilhões que a vida em sociedade lhes coloca nos pés, mãos e mentes. A consciência da vida que se tem, pode dar a exata dimensão do que falta, ou do que se tem em abundância. Como também do que nos foi tirado, ou do que nos fora tirado. Humildade nunca foi, e nunca será sinônimo de ignorância! Concordando com o aforismo de Dalvilson Policarpo, educador paulista, deixo aqui expresso este pensamento: A arrogância dos humildes é apenas soluçar, enquanto a sociedade em geral os massacra, lhes retira direitos, tolhendo até em muitos casos o seu direito de liberdade, de saúde e de educação, dentre outras tantas barbaridades a que estão sujeitos... A que estamos sujeitos todos nós, enquanto confundirmos humildade com ignorância, com falta de sensibilidade, com direito a uma vida plena. Para sermos todos cidadãos em gozo pleno de nossas prerrogativas que estão na constituição brasileira, e entre todos os organismos internacionais, na carta dos direitos humanos da ONU, precisamos ultrapassar os rótulos e as discriminações, procurando encontrar os denominadores comuns que façam da vida de todos, um bem real e palpável para se desfrutar. A educação é um meio de se chegar a esses denominadores comuns, educação sobre tudo, que englobem todas as esferas de nossas vidas, pessoais e em sociedade. Nossa conduta pessoal é um micro cosmo, uma pedra fundamental para a construção do macro cosmo, a sociedade. Nossa educação pessoal, transferida para nossos pares, para nossos filhos, é e sempre será o ponto fundamental em nossas vidas e nas de outros. Posições e condições sócio-econômicas, não são e nem deveriam ser o que toca o mundo! Antes, todos nós, humildes ou não, somos seres humanos, e como tal deveríamos ter assegurada o nosso direito ao que é bom e bem... Mas, quem é humilde e quem não o é? Não cabe a mim indicá-lo, nem a outrem... Ser ou não ser o que quer que seja é de fulcro intimo e pessoal, e cada um deve saber a quantas anda os seus corações e almas, que se deixam mostrar através de suas ações. Sim, certos humildes são arrogantes, quando somente choram e se lamentam, sem lutar por alguma mudança, mas a responsabilidade sobre o como se comportam ou não, não são só deles, mas também nossa, que os olhamos do lado de fora de nossas casas, escritórios, faculdades, e do lado de fora de nossa arrogante atitude em achar que a vida é poder, é dinheiro, é status, e coisas mais que o valha! Enquanto isso estamos construindo muros, erguendo cercas elétricas, contratando cães de guarda, guarda costas, brindando carros, enquanto sonhamos proteger nossas posses tão efêmeras... Chegará o dia que desejaremos ter aqueles humildes ao alcance do olhar... Chegará um dia, que a turba de famintos, desolados, sem casa, sem trabalho, estará as nossas portas querendo as derrubar... Mas estes ainda serão felizes sobreviventes desta guerra civil que vivemos hoje... A guerra está declarada, deflagrada, e nossos filhos são as primeiras vitimas... Até quando aguentaremos esta situação se já estamos matando pouco a pouco as sementes de nosso futuro? Edvaldo Rosa www.sacpaixao.net 25/08/2015

1 comentários:

Reggina Moon disse...

Excelente amigo poeta! Talvez, a cena que retrata o mundo de hoje, decadente, em meio a guerras sem sentido e a minoria mercenária que tem o poder do universo. O preço que se paga é muito alto. Nos centros urbanos instalamos sofisticados sistemas de segurança, para que sejamos filmados morrendo nas portas de nossas casas...Nem toda essa barbárie é por fome, é o que movimenta o negócio das drogas no país. Uma vida vale menos do que uma porção de crack.Não sei qual o futuro meu filho terá, e todas essas crianças que são impedidas de viver, em meio a tanta violência e os países poderosos assistem a tudo calados. Tanta comoção mundial apenas aos que tem coração. E coração, sentimentos, não ganham guerras. É nela em que vivemos...Aliás, não vivemos, nos "salvamos". Reggina Moon ___ Abraços!

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