22 junho 2015


 

MEU SANTINHO


A bença, meu Santantonhu

Óia aqui, meu santin
Ocê num tá me ovino
Tô pelejano pra modi casá
E ocê só fica nesse artá?

Tava esperano o santin campiá
Um caboco parrudo e bão
Que num qué só bejá
Sô moça dereita
Sô moça de famia
Quero memo é casá

 Cas perna pro ar
Cabeça drento d’ água
Ocê vai ficá
Enquanto um marido
Num me arranjá

Mais óia bem, meu santin
Num pode sê o Migué
Aquele fio duma égua (perdão, meu Santantonhu)
Pulô cerca por dimais da conta
E já tem inté um bacuri

 
Tumbém num pode sê o Arfredo
Que me dexô cuma baita reiva
Pegô a espingarda
Pra espantá passarinho
E inté os gato correro de medo

Mais pode sê o Zé
Se ele cortá as zunha do pé
O Juão tumbém pode sê
Se as butina ele limpá
Num guento aquele chero
Pió do que gambá

 Diacho, meu santin ! (perdão, meu padim)
Preciso desincaiá
Meu sono inté tá picado
De tanto eu rezá

Nilza Murakawa

1 comentários:

soninha porto disse...

Maravilhoso poema, amei!

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