22 janeiro 2014

CARTOLA


CARTOLA, Angenor (por erro do escrivão) de Oliveira, nasceu em 11 de outubro de 1908, no Bairro do Catete e passou sua infância no Bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro-RJ.
Por dificuldades financeiras do pai, sua família se mudou para o Morro da Mangueira, quando este começava a receber as primeiras moradias. Como, ainda pequeno, aprendeu a tocar violão e cavaquinho com o pai, fez amizade com Carlos Cachaça e outros grandes músicos.
Concluiu o curso primário nos estudos, que abandonou após a morte da mãe e passou a trabalhar como servente de obra. Como usava um chapéu-coco para se proteger do material que caía, seus colegas de trabalho o apelidaram de "Cartola" que carregou até o final de sua vida.
Com um grupo de sambistas amigos, Cartola criou o "Bloco dos Arengueiros", cujo núcleo, em 1928, fundou a Estação Primeira de Mangueira. O nome e as cores verde-rosa foram escolhidos por Cartola, que compôs o primeiro samba para a escola chamado "Chega de Demanda".
Numa tarde de 1975, o compositor Nuno Veloso convidou Cartola e Zica, sua esposa, para um passeio da Barra da Tijuca, para visitar Baden Powell. Como não encontraram a casa do violonista, Nuno comprou umas mudas de roseira e presenteou Zica, conforme promessa anterior. Tempos depois, surpresa e satisfeita, Zica perguntou a Cartola: "Como é possível tantas rosas assim?..." e ouviu dele a seguinte resposta: "Não sei. As rosas não falam...", que acabou aproveitando para a canção "As Rosas Não Falam", composta quando o autor completava 67 anos, sendo lançada em 1976.
No final dos anos "70", Cartola mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá onde morou até falecer, em 30 de novembro de 1980.


As Rosas Não Falam

Cartola

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai...

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhar os meus sonhos
por fim


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