08 dezembro 2013

Soneto Derradeiro















Era vermelho o sol que despedia
E pelo rádio ainda se ouvia restos do futebol
O domingo passageiro se estendia até o rio
Que refletia a luz em seu espelho.

Porto Alegre incandescia ao fim da tarde
Enquanto a noite se espalhava sobranceira
Derramando sonhos e mais sonhos desejados
Luar de feiticeira. Estrelas a granel.

E decidido algum poeta permitia a sua musa
A ilusão de um sentimento verdadeiro;
Um último desejo, um último suspiro.

E derradeiro o coração batia em descompasso
Com o surdo que marcava o samba puro
Última cerveja, solidão e desventura.


Marco Araujo

2 comentários:

Reggina Moon disse...

Belo soneto...a solidão de cada um de nós!...Parabéns!...

soninha porto disse...

Demais meu amigo Marco Araujo!

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