06 dezembro 2013

A dor e a delícia de fazer poesia!

imagem Google



Andarilho de campos, mares e ares a reinventar-se a cada dia, é o poeta que cruza com a poesia tantas vezes.

Nos caminhos cheios de pedras, que lhe infligem dores, segue entre suor e lágrimas e reveste a morada da dor, do amor e da vida, tão plenamente que liberta as palavras do cativeiro da alma.

Viaja pelos grilhões de sentimentos, sem entender direito o que é e o que não é.

Por vezes, assusta-se diante dos versos que remexem feridas, sabe que ao mínimo toque extravasam-se em torrentes de mágoas, ao deixar levar-se,  os traços purificam a alma.

Na busca frenética da beleza das coisas e das pessoas faz transbordar os veios finos da magia e transforma em alimento aquele cativeiro que entreabre-se e fecha-se tão rapidamente diante do espanto de viver...

Constrói castelos com coisas amontoadas nos cantos e abençoa pessoas que sorriem, que abraçam-se, que por vezes, escondem-se no bocejar do cotidiano e oferece-lhes o sol intenso que doura o rosto e uma noite grande coberta de lua a devolver-lhes desejos e emoções.

A dor de fazer poesia mistura-se ao verso mudo da garganta, que palpita o coração, e que nada no turbilhão do ser, ao salvar-se devolve o gosto de reinventar a vida.

A delícia de fazer poesia mistura-se ao cheiro das flores e das pessoas, clarifica as sombras e entre brisas cai em traços perfeitos.

Poesia sim é vida, só ela consegue mexer e remexer tão profundamente um ser, que ninguém será mais o mesmo depois que embrenhar-se em suas teias. Por mais que a vida seja discrepante, a poesia é o alimento a fartar quem a percebe.

Neste abre e fecha, neste vai e vem de portas e janelas há luz para as sombras, há rasgos de felicidade entre as pessoas e um vasto sol sobre a cabeça de santos e profanos,que brilha imponente sobre todos.

Ali... logo ali, está o macio do verde e o cheiro do mato a curar os desconfortos, a trazer a mágica poesia, ao longe, entre os raios de sol, sacodem-se algodoeiros, cerejeiras, ipês amarelos, numa dança de aromas inconfundíveis e pétalas a planar... existe aí uma sensação indescritível de felicidade, de se estar vivo e a suave brisa pulveriza sonhos e esperanças e devolve-nos sorrisos.

Salve a Poesia! Com suas dores, cores, sabores e delícias!

Que a dor e a delícia de fazer poesia, equilibrem-se no amor, na generosidade, na compreensão e na boa vontade entre os seres viventes. Que a vida seja vivida a cada dia com tal intensidade como se nascêssemos hoje, como se morrêssemos hoje e que o respirar de cada momento seja tão intenso que nem se sinta as horas passar.

Que poesia devolva a gota vital do amor ao próximo e a si mesmo, num verdadeiro compromisso com a vida.

Feliz Natal e um 2014 próspero e feliz!

Soninha Porto
Editora Somar
Poemas à Flor da pele

1 comentários:

soninha porto disse...

Que nos amemos mais, assim saberemos dar amor ao próximo!

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