11 maio 2011

Alpendres


Alpendres, as varandas das poesias,

a cordialidade dos serenos espaços
nos recebendo visitantes do céu.

Apreciar as estrelas vendo-as brilhar,
olhar para o alto em silêncio,
aquietar os olhares tão ansiosos.

Dirigi-los à lua saudando-a com um piscar de olhos,
com a mente em paz fazer-se entendido
abrindo o coração à franqueza dos dizeres noturnos.

Sentir a brisa acariciando os segredos,
mantendo a chama da intimidade como se em uma candeia,
esboçar um alegre sorriso ou mesmo um meio.

Receber o sereno da noite como bênçãos,
viajar numa carruagem de um condutor de esperanças,
surfar as nuvens sonâmbulas.

Visitar no céu as poeiras de muitas lembranças,
percorrer calmamente os caminhos e vias,
trajetórias em ritmos lentos de remotas andanças.

Alpendres, varandas poéticas,
a noite ali residindo inconteste
na luz transparente da beleza celeste.

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