22 fevereiro 2011

A ENTREVISTADA DA SEMANA É A GAÚCHA VANY CAMPOS


Essa poeta maravilhosa é uma lição de vida! Hoje, dia 22 de fevereiro está fazendo aniversário, e a nossa pequena homenagem, a quem está com a Poemas desde a primeira edição, o que é um privilégio para todos nós e descobriu-se poeta na maturidade, e que poesia linda!

Do alto de seus oitenta e mais, vai nos ensinando que Poesia é trabalho diário, tem que se ler e reler, refazer até chegar no ponto certo, e como escreve lindamente essa poeta!
Biografia

Nascida em Coxilha dos Campos (RS) despontou para as letras cedo e acabou maturando sua escrita no decorrer do tempo. Desde cedo, revelou-se e cantou sua terra natal com a qual ainda mantém estreitos laços de amor, principalmente por meio da Feira da Cultura, da qual é Madrinha Honorária. De sua residência, em Porto Alegre, capital gaúcha, espalha sua poesia em centenas de coletâneas e antologias de que participa como as publicações da Casa do Poeta Rio-Grandense (CAPORI), Teia de Amigos, Editora Alcance, Poemas à Flor da Pele, Recanto das Letras entre outras. A obra de Vany Campos abrange desde o paisagismo até o intimismo, alguns textos de forte teor impressionista e memorialista. Se suas poesias fossem transformadas em telas pintadas formariam uma obra de arte plástica de sensibilidade e cores brilhantes, mesmo aquelas evocativas de saudade, dor ou tempo perdido. Ler Vany Campos é penetrar na saudade, no lirismo e na profunda visão de uma poetisa madura e de uma equilibrada verve.
Ela será a entrevistada da semana, venha conversar com ela...



PÀFDAPELE:
1 - Quando descobriu a tua veia poética?

VANY - Soninha, agradeço a lembrança de ser entrevistada pela Poemas. Estou contigo desde o início e muitas alegrias tenho recebido com as antologias da Poemas. Em 1996, fiz um soneto para meu Pai, adorava ele e

coloquei todo o sentimento naqueles versos, foi o meu primeiro. A partir dái desandei a escrever e não parei
mais. Lembro que minha proximidade com a literatura começou, quando fundei em 1995, na Coxilha dos Campos o Jornal "Folha dos Campos" e pesquisava muita literatura para publicar. Apesar de ser 50 anos Filatelista e Numismata, descobri o gosto pela poesia. Outro fato importante que recordo, meu Pai lia o poema "Meus 8 anos" de Casemiro de Abreu, o que me deixava encantada.

Este é o poema que fiz para ele:
O VELHO SERAPIÃO

Lembro meu pai, "o velho Serapião"
cabelos brancos, porte de campeão.
fitando o horizonte da Coxilha
em seu crepuscular!

Gostava das estrelas, com o olhar perdido,
via surgir no céu distante
a Estrela D'alva nascer;
dizia-me :- É a primeira a aparecer.

Hoje caminha entre os astros distraído,
com o seu olhar manso e entristecido,
com leveza de alma de tantos "ais" vencidos!

Bondoso, sereno, confiava na vida,
guardião da famúlia querida,
sem jamais esmorecer!...

Vany Campos
Publicado no Recanto das Letras em 01/04/2007

PÀFDAPELE:
2 – O que é para ti o ato de criar e em que momentos a inspiração chega?

VANY - A inspiração chega como o vento, nem sei te dizer, mas é de repente. Atualmente a poesia é o que me mantém viva, é o alimento de minha alma.

PÀFDAPELE:

3 – Quais os poetas e obras que mais admiras?

VANY - Castro Alves com "Navio Negreiro", Casemiro de Abreu, já falei, os "Meus 8 anos",Olavo Bilac com o poema famoso "Via Láctea" e Vinicius de Moraes, com o poema "Porque hoje é sábado", são muitos, gosto muito, também, da poesia surrealista, é muito linda!

PÀFDAPELE:

4 – O que vc acha dessa criação desenfreada no mundo virtual?

VANY - O homem está ficando vada vez mais culto, a internet tem trazido muitos benefícios e oportuniodades para a humanidade. Acho muito positivo, quando aproveitada para o bem e para espargir amor. Adoro interagir pela internet, tenho criado muitas poesias e lido outras tantas, e isso me faz bem, me mantém lúcida.

PÀFDAPELE:

5 – O que vc diria para um poeta que está iniciando sua vida literária?

VANY - Ler, tentar e tentar, fazer poesia, assim vai melhorar cada vez mais...

PÀFDAPELE:

6 - Quais, entre tua obras, os 3 poemas que escrevestes e que te deixam realizada por ter escrito. Coloque-os aqui para nós.

VANY  -

DEIXA-ME...

Acordar Auroras
E de seus sóis nascentes
Guardar todas as "Manhãs"
E colocá-las em tuas "Mãos"...
As belas e virgens manhãs
Na pureza de seus Alvoreceres
Guardados pelo sereno
Beijos de brisas
Carícias de rosas
e
Poesias...

Vany Campos
Publicado no Recanto das Letras em 20/01/2011



TANGÊNCIAS

Busco nas distâncias o passado
Só encontro ausências desprezadas
Na tangência do meu Eu
Sou tudo aquilo que o tempo esqueceu.

Na sequência de vida avançada
Tormentas de mares agitados
Sou saudade comovida
De todas as vozes que amei na vida.

Aqueço minha alma com verdade
Na mansidão da humildade
Procuro manter a ilusão
Da plenitude de minha emoção...

Vany Campos
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2010







 VARIANTES

As palavras da noite
Fazem esta noite fria
Na tristeza do silêncio
Da minha alma vazia.
Abro as portas do passado
Para ouvir a voz do tempo
Na música do vento
Canções ainda acordadas.
No umbral de meu templo
Quase me perco de mim
Ou qualquer coisa assim
Que em silêncio contemplo.
Vany Campos
Publicado no Recanto das Letras em 22/07/2010

PÀFDAPELE: - Agrademos muito querida poeta sua presença entre nós e deixamos aqui um presente pra vc!



Sua amiga Cláudia veio ao orkut e deixou uma mensagem, com perguntas: 

CLÁUDIA - Poeta Vany, Deus Abençõe a tua veia poética de forma plena, é o meu desejo de coração. Tenho um pai com oitenta e cinco anos que também é um eximio poeta, nunca chegarei "nem perto' do talento dele, mas já me conformei.rsrs...De forma que vibrei muito ao conhecer os teus poemas. Parabéns!!! Vou fazer-te umas perguntas, peço licença:

1- Meu pai e eu ontem mesmo comentávamos sob a poluição estética, visual e escrita que acomete a internet, devido é claro; a grande massificação que a rede proporciona. Para melhor dizer; já reparaste na quantidade de "poesias" que se escreve usando molduras lindíssimas para encobrir escritos tão sem noção alguma de poesia, frases pobres sem nenhum peso poético. Hoje em dia todo mundo diz que é poeta e embrulha em papel de presente frases tão chulas, o que a senhora acha disso? Vê assim também? (Em claro; que nossa conversa era generalizada pois falávamos aqui na varanda de casa e certamente não falávamos de poetas de valor,,,)
2- O que a senhora não gosta quando lê uma poesia?
3- Que assuntos mais a diverte e/ou emociona num poema?
Obrigada!!!
beijos no coração,
CIaudia Imbovich
VANY - Obrigada Claudia pelas tuas palavras, fiquei emocionada, pois terminava de responder a entrevista e vejo que prontamente viestes me ler, obrigada por isso. Acho que pela minha idade, e creio que teu Pai também, já não gostamos de poesias tristes, mas sim as que estimulam o viver.Sim, a poesia sem valor está ai, mas tem muita coisa boa e eu gosto muito e me emociona as poesias líricas e surrealistas, cheias de sentimentos e vivências. Um abraço pra vc e seu Pai.

COMENTÁRIOS

Marcinha Martins no orkut - Oi Vany
Não tenho perguntas pq tdas já foram feitas. Mas tenho carinho e um enorme agradecimento por vc nos emprestar a sua sabedoria, seu afeto e seus versos, sempre tão reais e meigos, bjs
feliz aniversário!

Denise Moraes no orkut - Vany.
Que linda homenagem que Soninha a proporcionou. Estou encantada com seus poemas tão delicados. Na verdade lembra a Cora e a Rachel, produzindo o belo e atenta as mudanças da tecnologia. Bravo!
Feliz aniversário e muitos anos de poesias. Denise.
Basilina no Orkut - VANY, COM A DEVIDA PERMISSÃO, FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DA DENISE E ACRESCENTO UM GRANDE ABRAÇO, COM IMENSO CARINHO.






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