25 setembro 2010

Existo ?


Existo?
Meu corpo na palha dourada
repousa aquecido no capim
Há uns cheiros de erva e de alecrim
é a pura primavera declarada.
É como se o florir de todos os jardins
entrassem num acordo bem sincero
e as orquídeas e as bromélias
vessem coloridas a florir em mim.
Desenham pétalas de flor os meus sentidos
e no veludo púrpura do cerne
no extremo romper da brotação
o verde ressurge entre muro , pedra , e chão .
E os mantras sussurrados pelo vento
como arrepios renascem no momento
lembrando as eras que te amo em vão
É como um vinho que esqueceu do tempo.
Como uma escrita que já foi extinta
Eu sou a taça roxa de quimeras
ou não foi lido o meu manifesto
ou quem sabe pra você eu nunca eras ...
Que importa se pra você eu não existo ?
É primavera !
Gladis Deble .

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