28 setembro 2010


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SINFONIA INACABADA

Fazer amor é sempre um ato inacabado...
Uma longa sinfonia que jamais termina.
É um reacender, após ter desmaiado,
Um quero mais que endoidece e alucina!

A última nota será sempre a primeira,
Insaciável, o corpo clama por prazer...
Ai quem nos dera, pela vida inteira,
Fazer amor, fazer amor, fazer, fazer...

Todos os sons do amor são de magia,
Suspiros, sussurros, notas a vibrar...
A saudade é o alarme de que a sinfonia,
Não acabou; precisa, sim, continuar...

Dedos correndo pelos corpos quentes,
Lábios tocando fúlgidos ensaios...
Tão linda fica a música plasmada,
Entre os amantes a compor desmaios.

Tímbalos, sinos, que fazem soar,
Esses autores de canções audazes,
Trazem na alma incontidas paixões,
Mostram no canto, do que são capazes!

E a cada nova investida, uma certeza:
Sinfonia de amor, não deve terminar.
É um suceder de noites e de dias,
Notas de uma partitura a se eternizar.

Mírian Warttusch



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