04 dezembro 2009

CAIRO TRINDADE - Apresentação

Minha primeira postagem como divulgadora.
Escolhi Cairo Trindade, por alguns motivos: eu gosto do estilo dele poetar, é gaúcho como eu (eita bairrismo), mas amo o Rio de Janeiro, foi acolhedor (junto com Denisis) demais, numa passagem da Poemas pelo RJ. Bem, embora ela seja uma pessoa do bem, tem uma Oficina onde lança grandes talentos. Por tudo isso, penso que ele é um grande merecedor de estar aqui, entre tantas ESTRELAS.
Espero que gostem!
Bjks


Quintanar

nada mais dura:
tudo é pressa pura

tudo se acaba
e se perde:
as pedras, prédios, impérios
tudo o que perdura
são as nuvens
o arco-íris e os vaga-lumes
das noites de primavera

o mais é literatura





Graça

pela poesia que vi
pelos sonhos que sonhei
pelas coisas que curti
pelas mulheres que amei

pelo que dei e perdi
por ti e por quem nem sei
por tudo até agoraqui
o que sofri e cantei

pelo sim e pelo não
a vida não foi em vão




Tomografia

ninguém imagina
que sou deprê, tenso,
e trago uma dor
constante, no peito.

ninguém desconfia
que eu sofro de insônia,
que sou muito louco
de excesso de sonho.

ninguém acredita
que eu guardo uma surda
tristeza, lá dentro.
tão forte, tão funda.

porque eu levo um riso
debochando sempre
do que me tortura

e bem escondidas
de mim e do mundo
as marcas das feridas

e das fraturas.


In Extremis
Quero que venhas,
cheia de desejos,
com a alma nua,
a me cobrir de beijos.

Quero que entres plena,
tragas mil carícias,
sede por lascívias,
fome de prazer.

Quero que chegues
como quem vai matar.
E que fiques,
como quem vai morrer.

Escrever pra quê?
Cairo Trindade: Escreviver. Pra entender, poeticamente, este caos, esta mágica, esta loucura que é a vida. E., com isso, pra ter prazer e pra dar prazer. Sempre me perguntam se dá pra viver de poesia. Ora, não dá é pra viver sem poesia.
Curiosidades e Predileções
Cor: qualquer uma no contexto certo, ou fora de
Textura: aveludada
Cheiro: de terra molhada e de corpo ardente
Sabor: chocolate e beijo
Som: bossa nova, jazz, ruído de chuva caindo, palavras sussurradas ao pé
do ouvido, o barulho de Copacabana, o silêncio da madrugada.
Bebida: absinto, quando possível, pipperment
Lugar: minha casa, a cidade maravilhosa, um bom palco,
a sala de aula, "vezenquando" a estrada .
Livro: todos do Machado, do Érico Veríssimo, do Nélson Rodrigues, do Vinicius, da Cecília e do Leminski. E do Victor Giudice e do Caio Fernando. Só de literatura brasileira, sem falar nos atuais e nos de fora, de todos os tempos.
São tantos que estou quase deletando.
Filme: Também são muitos.
Música: qualquer bossa nova, sempre
Sonho: o próximo livro
Ama: cada poema que bate, cada beijo, cada orgasmo, os filhos,
os amigos, o Brasil, a vida.
Odeia: a idéia da morte
Mania: de trabalhar à exaustão, até esgotar as minhas possibilidades; dizem que é mania de perfeição, talvez beire a loucura.
Imagem epoemas: site: alma de poeta

1 comentários:

Soninha Porto disse...

Cairo, sempre o Cairo! Grande amigo e poeta!
Beleza Sandrinha!

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