06 dezembro 2009

E o Oscar vai para...

Olá!!!
Quando a Soninha me convidou para escrever aqui, devo confessar que fiquei feliz e o mesmo tempo com receio de não corresponder às expectativas. Mas pensei comigo: sempre digo que todos devem ter voz e vez, por que não começar também a dividir o que penso com outras pessoas,  além das de costume? Aceitei o desafio e cá estou, com 33 anos escrevendo publicamente pela primeira vez numa manhã de domingo, depois de um sábado extremamente feliz!


Quero pedir desculpas a todos vocês, mas terei de fugir do tema proposto pela Soninha algumas vezes – escrever sobre a Fundação Educacional Shirley Ann Sullivan,  que represento aqui no RS – mas a realidade é imperativa e não terei como fugir de assuntos mais complexos e “duros” do nosso cotidiano.


E, como sempre fui rebelde, vou iniciar quebrando essa regra já na primeira inserção!


Alguém leu a ZH de ontem sobre assaltantes que fugiram da delegacia de Teutônia depois de agredirem a delegada (que está grávida) e esfaquearem o policial de plantão? Pois é, tenho uma historinha para contar sobre esses sujeitos.


Horas antes de fugirem, eles foram presos em uma barreira da PRF e da Receita Federal, depois de assaltarem uma distribuidora de bebidas da região. Foram encontradas munições, armas, dinheiro e até uma chave de algema escondida dentro dos tênis de um deles. Durante esse período, esses quatro sujeitos apenas choravam e respondiam com “Sim, Senhor” aos policiais. E choravam como crianças, um até vomitou de tão nervoso que estava; outro literalmente defecou em suas próprias calças durante a busca que os policiais faziam no carro. Daí vem o pensamento mágico de se, realmente, eles não seriam mais vítimas sociais do que realmente bandidos profissionais.


Após os devidos trâmites, foram levados para a delegacia competente e ali deixados, tudo de acordo com as regras. E o que aconteceu? Como aqueles sujeitos chorões e nervosíssimos se tornaram violentos o bastante para esfaquear alguém e agredir uma grávida? Só vejo uma resposta: eles utilizaram de TEATRO para tentar enganar a delegada e, infelizmente, devem ter conseguido. Ela deve ter ficado com pena, pensado como garantista, e deu a oportunidade que eles queriam! Dois desses “atores” ainda não foram recapturados, mas tenho certeza de que, quando o forem, chorarão, vomitarão e defecarão novamente. Tomara que ninguém mais se deixe levar por essa balela.


Eu entendo que tenhamos pena quando vemos aquelas pessoas acusadas sendo mostradas na televisão: creio que nos colocamos no lugar delas e temos a capacidade da compaixão. Mas a maioria dos bandidos não tem essa capacidade (e não a tem por milhares de motivos que não me cabe aqui escrever), eles se utilizam de pessoas até certo ponto inocentes ou ingênuas para dissimular, tipo: se colar, colou! E, atualmente, muito juízes, advogados, promotores, jornalistas, psicólogos tem caído nessas encenações, criando precedentes perigosos para nossa sociedade, precedentes estes que nos colocam diariamente em risco.


Infelizmente, nosso mundo não é mais inocente ou doce; Jane Austen nunca entenderia nossos anseios e desejos, nossos orgulhos e preconceitos do século XXI. Temos sim de ser mais realistas que o Rei e ter um controle social-legal mais duro e rígido, com presos trabalhando dentro de presídios habitáveis, com vagas e não com acúmulo infinito de pessoas, sem qualquer chance de aprendizado e reabilitação.


Precisava dividir essa experiência, porque tenho certeza que a única forma de melhorarmos essa realidade é através da educação dos pequeninos, com amor, respeito e carinho, mas também dando limites e colaborando na formação de suas personalidades.


Sou pessimista em relação aos adultos, pelo o que vejo no mundo real, mas muito otimista em relação às crianças e jovens, porque demonstram sede de conhecer, de descobrir e de aprender! Para tentar provar que temos saídas melhores que grades e armas para nossas crianças, convido a todos a lerem os próximos posts, pois tentarei retratar as histórias reais de um projeto social ligado à SASEF e que tem nos dado tantas alegrias e momentos marcantes. Posso convidá-los a essa viagem comigo? Espero que sim, porque somente juntos poderemos fazer a diferença na vida dos "pequenos".


E uma criança de cada vez!

4 comentários:

Soninha Porto disse...

Guria que imenso prazer ter vc conosco, e vamos conversar muito sobre algumas idéias que estão pintando para trabalharmos mais por esse mundo tão necessitado, beijus, lindo o teu espaço!

Soninha Porto disse...

Se é a primeira que não seja última, muito boa essa rebeldia, pode escrever sempre, sobre o que quiser, mas os temas sociais são os mais empolgantes, concordo com tua análise, beijus.ria

marcinha disse...

Oi cara colega de blog
Suas colocações são pertinentes, mas sempre é preciso um pouco de cuidado ao generalizar. Não entendi e não compreendi porque os "jornalistas, psicólogos tem caído nessas encenações, criando precedentes perigosos para nossa sociedade, precedentes estes que nos colocam diariamente em risco". Os jornalistas não criam precedentes. Não é esta a função do jornalista. Creio se tratar de um grande equícovo. Abs

Daniely Votto Fontoura disse...

Marcinha, o que quis dizer é que as pessoas com certo grau de cultura tem uma predisposiçao em crer que os criminosos são todos parcilamente inocentes por conta de problemas sociais. dei exemplos de profissões aonde as pessoas podem ser sim enganadas, mas não generalizo, até pq sou advogada, mas tb os jornalistas, as vezes, tomam partido, e teses garantistas são sim idéias super interessantes e que levam a erro muita gente boa por ai. bjsss

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