28 maio 2016



Ela amava as flores
e as estrelas,
colecionava poesias.
Tinha uma beleza suspeita
e um vestido
daqueles bem rodados
para poder correr nos campos
como nas fotografias...
Era quase uma saudade
e deixava a tristeza de lado.
Ela era como a lua
abandonada no meio da rua.

Reggina Moon

22 maio 2016

14 maio 2016

Sopro

Foto: Freeflyer_NASA

Solidão: só lidou com saudade, 
só lhe dou atenção.
Lá estou eu, sonhando, 
com os olhos embaçados e embasados nos seus.

Sopro
(André Anlub - 13/5/16)

Fica tão óbvio...
Mas por que não falar de amor?
Mesmo o ópio que entorpece,
Que se lembra; que se esquece...
Faz do momento um próprio vício
De eternidade.

Fica tão certo...
Quanto o martelo que acerta o prego 
Na construção da casa.
O extremo fogo que queima a casa
Na maldição do tempo que deixa as cinzas
Ao vento...

O ontem que já foi...
Correu ligeiro;
Como já foi o que o ontem alimentou...

Hoje resta a fome de hoje;
Fica tão hoje o desejo
De repetir o que passou.

Fica tão perto...
Na criança que desce o escorrega,
Calhando em segundos – sua alegria;
São elas, absurdamente elas...

E homens correm suas vidas
Essas – que não tiveram;
Correm, correm e correm.

Por fim brincam, choram
E nunca alcançam...
Mas seguem feliz na utopia.

10 maio 2016

08 maio 2016

Mãe ...


" Feliz dia da mulher que atrai a vida!
E a esse amor incondicional 
de 'ser' Mãe!!! " - DúKarmona®

04 maio 2016

Flores de Concreto

Flores de Concreto

Urbanas divagações,
noturnas sensações de
invasão de privacidade.
Janelas nas minhas janelas;
varandas,  telas e grades;
carbônicas derrapagens
afluem aos ouvidos e narinas.
Ouço rojões,
festa e balões?
Um pisca-pisca
reflete na minha sala.
Já não consigo distinguir ambulâncias e viaturas.
Loucura?
Aves de rapina nos espreitam a cada esquina,
calçada,
forquilhas.
Ó criatura urbana,
segue tua sina,
ora e clama ao Senhor
por ti, pela família,
 pela urbe ultrajada.
Há que se plantar esperança em meio ao concreto armado.

©rosangelaSgoldoni
03 05 2016
RL T 5 624 463

02 maio 2016

Quem caça um poema?


Quem caça um poema?
(André Anlub - 1/7/11)

Já nem sei por onde anda...
No gole, na gola, na manga;
Nem sei de onde veio...
Do ventre, da saia, do seio.

Sei que em bares é citado,
Amado e temido.

Sei que fica exposto aos olhos
E dos olhos sorve o pranto...
Das mãos às vezes é santo.

Dizem que é dissabor e contentamento...

No seu corpo tem amor,
No coração, lamento;
Dizem a má e a boa língua
Que é terra, mar e vento.

Viva e deixe viver, 
pense sempre alto, 
curta a vida que é curta... 
não ande pelado no asfalto, 
mas também não vista uma burca.

28 abril 2016

Quanto Vale?


"Ás vezes me sinto tão fora do contexto. Fico observando as pessoas e suas reações, suas preocupações.Muitas vezes eu estou tão entretida com minha rotina, tentando achar saídas para os problemas, os papéis, os compromissos e seus respectivos comprovantes devidamente autenticados, que sinto pena desse tempo não aproveitado. Enquanto permaneço absorvida não percebo a inutilidade de tudo. Quando me afasto e viro expectadora de mim mesma penso "para que tudo isso?". Um emaranhado de bobagens nas quais nos apegamos. E quando se vê, a vida passou e continuamos a guardar os comprovantes devidamente autenticados, as contas pagas, os manuais e garantias para quando morrermos tudo virar um amontoado de papéis inúteis, demonstrando que nossas preocupações tem prazo de validade. Ah, quanto céu azul eu não vi, quantos mares, quantas paisagens!!' 

Reggina Moon 


Fale Conosco!

Nome

E-mail *

Mensagem *

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Macys Printable Coupons