11 agosto 2020

PÉS DESCALÇOS

Dariely de Barros Gonçalves

Estamos todos muito cansados. Nossos corpos e mentes estão fatigados, exauridos, extenuados. Nossos olhos precisam vislumbrar outras paisagens. Nossos sentidos necessitam outras experiências. Nosso ser carece da satisfação de outras vontades. Nosso espírito, aprender a abrir mão de alguns tipos de esperança para elencar e fortalecer outros mais possíveis, viáveis, primazes.

Não é falta do que fazer. Não é ausência do que querer. Ao contrário, o ócio e a inércia não têm espaço entre nós. Os desejos nunca estiveram tão vivos, latentes. Também não é a ausência de proximidade. Mesmo que de forma distinta, estamos profundamente ligados. Afora o cheiro, o toque, as sensações provocadas pela presença, os sentimentos estão ali. Inteiros, intactos. Provavelmente, mais intensos, até.

Talvez a falta de estímulo pela repetição exaustiva de algumas tarefas; a ausência de uma perspectiva concreta, real; o medo constante; a constatação de indiferenças, injustiças e contrastes; a perda de interesses, pertences, pessoas tão caras; o enorme vazio, paradoxalmente, cheio, repleto, transbordante pode estar a gerar esta sensação de esgotamento não só dos nossos corpos, mas, também, das nossas almas e mentes.

É como carregar um peso além das nossas forças ou perfazer uma longa distância, a pé, sem o calçado adequado. Ter a impressão de ir muito além dos próprios limites e saber que ainda há um fardo excessivo a levantar, um monte muito alto a escalar, um extenso trajeto a percorrer.

É forçoso avançar um passo de cada vez. Não tentar vislumbrar o cenário muito adiante. Perceber o entorno e verificar que existem cargas maiores, montanhas mais íngremes, pés descalços, cabeças e físicos mais debilitados, enfermos e distâncias maiores a vencer.

Então, anime-se! Dê graças, prossiga. Renove-se, refaça a bagagem, o trajeto, o destino. Tente, experimente. Só não deixe de seguir sempre em frente. E nunca, jamais deixe de caminhar.



10 agosto 2020

POEMAS À FLOR DA PELE E CULTURA ALTERNATIVA DIA 06 DE AGOSTO DE 2020


Anand Rao agitador do Cultura Alternativa, de Brasíliaia/DF,  abre espaço à Poemas e ficamos felizes 
em divulgar quem está com a gente e acredita em nosso sonho, parabéns  Darielly de 
Barros Gonçalves, Rosangela Godolphim Plá e Teresinha Couto, de Cachoeira do Sul, Viamão e Porto Alegre, respectivamente.Gratidão!


27 julho 2020

DIRETORIA POEMAS ENTREVISTADA POR CULTURA ALTERNATIVA 30 JUN 2020


Anand Rao, músico, poeta, agitador cultural no espaço Cultura Alternativa,  abre espaços para a Diretoria Poemas à Flor da Pele, Claudete da Silveira Presidente, Márcia Fernanda Peçanha Martins, Vice e Soninha Porto, Diretora, escritoras que agitam este movimento há mais de 14 anos.
Agradecemos pela oportunidade.



POEMAS À FLOR DA PELE E CULTURA ALTERNATIVA 27 DE JUL DE 2020





Escritores deste Brasilzão de Deus, Everton Nobre, cronista do Sul, Irislene Castelo Branco Morato, linda mineira poeta, Presidente de da AJEB/MG e Rosângdela de Souza Goldoni, poeta desde sempre Poemas, uma honra das grandes ver vocês.
Agradecemos à Anand Rao do Cultura Alternativa por dar voz à Poemas à Flor da Pele!

POEMAS À FLOR DA PELE E CULTURA ALTERNATiVA SHOW! 27 de JUL 2020.



Ernesto Braga, pioneiro Poemas, desde antes de Poemas ser Poemas, Lilian Rocha a voz negra, maravilhosa do Sul e a carioca da gema Wani Monteiro, o sorriso encantador da poeta.
Um enconro promovido pelo Cultura Alternativa de Anand Rao, amigo de priscas eras. 
Show!
Agradecemos pela oportunidade.

26 julho 2020

Feliz dia do Amigo!

A imagem pode conter: texto que diz "Depois de um mergulho profundo, virà tona renovada vendo que realmente importante, amigos estão caminhada, quem realmente importam, vocês! Gratidão todos momentos destes mais 14 anos, por todas risadas, as conversas, encontros, abraços, guardadas como tesouro, feliz dia do amigo! Quando a solidão bate porta não sofro corro para meus estão comigo meu lado cada rosto sorriso que importa tenho certezas paixão por meus amigos! _Soninha Porto PIC. .COLLAGE"

Formatado por Eti Bittencourt, via Facebook.

23 julho 2020

O SILÊNCIO DO VAZIO

                O SILÊNCIO DO VAZIO
                                                                Dariely de Barros Gonçalves 

Tu já escutaste o silencio do teu vazio?   Tu já te sentiste, esquisito, deslocado, solitário?  Eu, muitas vezes. Sim, essa sensação, pelos menos, em algum momento de nossas vidas, atinge a todos nós. Já que a nossa existência é por definição solitária e traz o peso da nossa própria responsabilidade. Ela é nossa, exclusivamente nossa e ninguém poderá vivê-la, senti-la ou experienciá-la por nós.

É somente quando encaramos o silencio do nosso vazio, quando reconhecemos e aceitamos que somos imperfeitos. É somente quando encaramos as questões que ela nos propõe, ou seja, as nossas inquietações, espantos, dilemas, fracassos. Quando não fugimos do nosso mais profundo eu. Aquele que não queremos e tememos conhecer que, então, transformamos solidão em solitude. O convívio pacífico com nós mesmos e o amor pela nossa própria companhia, existência, apesar de falha e incompleta.

Atrevo-me a parafrasear, Sócrates, e dizer que é somente quando “nos conhecemos a nós mesmos”, que conseguimos sentir compaixão, empatia, respeitar, perdoar e amar verdadeiramente ao outro.
Sim, amar no sentido contido no pensamento de Aristóteles e Spinoza. Aquele amor em que sentimos alegria pela simples presença e existência de algo ou de alguém em nossa vida. Não um alguém idealizado, inventado ou um suposto reflexo e extensão de nós. Mas um alguém humanizado, com todas as suas dores, cicatrizes, fragilidades, dificuldades, imperfeições, igualmente a nós.
Isso significa que, enquanto não atravessarmos a nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades, em outras partes. Para viver a dois, para viver em sociedade, para viver as amizades antes é necessário ser um.

Nos dizeres do poeta e escritor Rainer Maria Rilke “O Amor, são duas solidões protegendo-se uma à outra”.




12 julho 2020

A surpresa no confinamento

Sabe esses tempos de estar reclusos?
Escrever e ler mais ainda, se introspectar mais ainda, mascarar-se para cuidar do ar
que respira e o ar do outro.
Não há abraços, beijos, nem na família, sem eventos, sem encontros, sem trocas, ai

que momentos estranhos, limitadores!
O que fazer?
Só o virtual salva.
A sensação de estar compartilhando vida, quando a vida está passando lá fora e não
está mais ao alcance das mãos, aliás, mãos que devem estar higienizadas, regadas
a álcool gel para tocar o que for.
A tristeza vem, inevitavelmente, junto com a sensação de impotência diante de tantas

tragédias que essa pandemia trouxe aos nossos sentidos!.
Saudade de respirar livre, de ser tocada pelo sol, de sentir o vento em seu rosto e seus
cabelos, a simplicidade de viver; Simples assim.
De repente um convite, alguém te puxa pela mão e quer te ouvir, quer compartilhar
teus momentos com o mundo.
Pensei, é comigo mesmo? Era, a querida amiga, Gisele Sant Ana Lemos, carioca,
psicóloga e organizadora de revistas de poesia, estava ali me chamando para seu novo
programa na TV Capital Rio, Poesia e Prosa, coordenado por Carlos Rocha.
Que alegria senti e to muito emocionada, chorona mesmo, por ter sido lembrada,
por me tirar dessa clausura forçada, para viver este momento especial, que falo de mim
e da Poemas à Flor da Pele que amo,
Gratidão por este presente, alegrou meus dias de confinamento, tocou meu coração
e fará parte da minha história.


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