17 setembro 2020

GRANDE COMPANHEIRO

(imagem Google)



Ele é forte, gostoso, quente, intenso. Sem dúvidas, um excelente companheiro!
Não é dado a firulas ou afetações, quanto mais rústico melhor. Ele te arrebata 
antes mesmo que tu possas tentar te defender. Porém, se tu preferires, ele pode 
ser mais suave que de costume.

Ele te faz ficar acordada, dia e noite, a noite inteira. Sim, ele realmente não te 
dá sono e não te deixa mesmo dormir. Pelo contrário, te deixa desperta, eufórica, 
motivada para fazeres tudo o que quiseres e, depois, ah e depois ele te conforta e
 te aquece, nos dias bons e, ainda mais, nos dias não tão bons assim.

O certo é que ele te mantém viva, ativa, ligada, energizada. Eu diria mesmo,
permanentemente, apaixonada. Enche teus olhos com sua tez morena e te envolve
com o seu cheiro inebriante, inconfundível.

Ele vai direto ao ponto, te toma, te preenche, te extasia. Satisfaz-te em pequenas 
doses e por pouco tempo, deixando em tua boca um gosto forte, molhado, quente, 
de quero mais.

Dono de qualidades únicas, ele não se compara a nenhum outro. Tu não sabes
exatamente quando ele passou a fazer parte da tua vida, porém, ele é fundamental, 
insubstituível. Todos os dias tu juras amor eterno a ele. Mas ele é livre. Não pertence 
a ninguém.

Eu confesso que admiro aqueles que o amam, que o têm, mesmo que por breves 
instantes de pleno êxtase e prazer. Porém eu gosto de outro, eu prefiro a outro e 
não consigo amar a mais ninguém.

Então, não adianta oferecer-me um café. Delicioso para mim, só mesmo o bom, 
amargo e velho chimarrão, que não tem cheiro, que não tem cor, porém, é também 
forte, quente, gostoso, intenso e um grande companheiro que tem, ainda, sabor 
de tradição.

Assim através dele, e sem desmerecer o saboroso café, até porque um não exclui 
o outro, nesta semana farroupilha, simbolicamente, homenageio a todos os gaúchos
e gaúchas, desejando que a nossa cultura, sotaque, vocabulário, culinária, costumes 
e tradição jamais se percam em meio à homogeneização e despersonalização da 
cultura contemporânea.

A todos feliz Dia do Gaúcho, regado a um bom mate!

08 setembro 2020

Amor



 

Desejo


06 setembro 2020

não há mais tempo

Relógio De Parede Rústico Mdf O Tempo Voa - R$ 80,00 em Mercado Livre

quero me apaixonar
p e r d i d a m e n t e
________quero você

não importa como
não há mais tempo
________quero você

ouvir sua voz rouca
                                    envolvente
a buscar-me com sua boca
                                           quente
de lábios macios a beijar-me inteira

não há mais tempo amor

o compasso das horas
i n s i s t e n t e s
avisa que o tempo é curto

quero me apaixonar por você
sentir seu ardor
seu olhar de desejo

e cobrir-lhe de doçuras
viajar em seus braços
 a me deliciar em seu sorver

________quero você

para que antes do fim
faça-me sentir as delícias do querer
nem que seja num breve lampejo  

05 setembro 2020

POR QUE,PORQUÊ?




verdades nuas e cruas
vertem dos muros descascados
bandeiras tremulam
por ideias rotuladas e obtusas
há ranços de violências
por todos os lados escorrendo
no meu quintal
punhos em riste do negro
do índio do crédulo e incrédulo,
mãos cerradas dos confinadores
celas-lar sem futuro
gente de toda a cor
indignos indignados e tristes
                     
                       há que se reter poesia

              para viver uma vida bendita

                         palmilhar o figurativo

                                 há que se colorir 

               a ferrugem o velho e o  gris

                               semear princípios 

                         íntegros e interativos

                                buscar sensações 

                             êxtases e a estesia

                   para atentar e sobrepujar

                            injustiças imerecidas 

           assim há que se encantar a vida 
                                           a sobrevida


Soninha Porto



verdades nuas e cruas
vertem dos muros descascados
bandeiras tremulam
por ideias rotuladas e obtusas
há ranços de violências
por todos os lados escorrendo
no meu quintal
punhos em riste do negro
do índio do crédulo e incrédulo,
mãos cerradas dos confinadores
celas-lar sem futuro
gente de toda a cor
indignos indignados e tristes
                     
                       há que se reter poesia

              para viver uma vida bendita

                         palmilhar o figurativo

                                 há que se colorir 
               a ferrugem o velho e o  gris

                               semear princípios 

                         íntegros e interativos

                                buscar sensações 
                             êxtases e a estesia

                   para atentar e sobrepujar

                            injustiças imerecidas 

           assim há que se encantar a vida 
                                           a sobrevida


Soninha Porto

26 agosto 2020

Rede Sem Fronteiras presente em mais uma Feira Literária Internacional


A Rede Sem Fronteiras, mais uma vez, fomenta a cultura lusófona, divulgando e promovendo escritores além-fronteiras. Desta vez, trata-se da 90ª Feira do Livro de Lisboa - Portugal, onde, com um estande próprio, apresentará as produções literárias de escritores brasileiros e lusófonos.

O estande receberá obras de 60 autores, contudo, apenas 6 residentes na Europa estarão presentes. Os brasileiros - a grande maioria - serão representados, uma vez que, devido à pandemia, não poderão viajar. Entre esses autores, estão grandes líderes, como presidentes de respeitáveis Academias e Associações Culturais. A Escritora Soninha Porto participará, representando Porto Alegre do Estado do Rio Grande do Sul/Brasil.


A Presidente da Rede Sem Fronteiras, Dyandreia Valverde Portugal, que hoje reside em Portugal, relatou: “Todo o processo para fazermos parte da Feira este ano já estava pronto quando a pandemia foi decretada. Tínhamos a confirmação presencial de mais da metade dos escritores inscritos, com passagens compradas. Devido à crise, paralisamos tudo e ficamos na expectativa da organização cancelar a Feira, porém a data foi só adiada. O quadro da crise em Portugal é muito diferente do que no Brasil, portanto, os organizadores se sentiram confiantes e resolveram realizá-la ainda este ano. Para minimizarmos a decepção e os investimentos dos escritores, resolvemos manter o estande, em menor tamanho, de forma mais modesta, mas, ainda assim, estarmos presentes para expor as obras inscritas dos escritores ausentes, de forma criteriosa e responsável. Com essa nova realidade, as seções de autógrafos foram canceladas, no entanto, teremos o prazer e a honra em representá-los e apresentar suas obras para os editores e leitores portugueses.”


A Rede Sem Fronteiras, em comemoração ao seu aniversário de 7 anos, tinha ainda organizado uma programação off-Feira, com visitas a bibliotecas e livrarias para que os escritores realizassem o “bate-papo com o autor”, parceria com Academias e entidades literárias, saraus, jantar de gala, passeios culturais e muitas outras atividades que foram canceladas e transferidas para 2021, quando a comitiva já montada este ano, somada a novos escritores que se inscreverão para participar no ano que vem, poderá estar presente em Portugal.

Apesar da ausência física da comitiva de brasileiros este ano, a Rede Sem Fronteiras manteve para a ocasião o lançamento oficial da Coletânea Sem Fronteiras pelo Mundo... Vol. 5, que conta com as produções de mais de 100 coautores e o prefácio da Presidente da UBE – União Brasileira de Escritores, Marcia Barroca. Além disso, a Rede Sem Fronteiras lançará oficialmente, também, a Editora Portuguesa Letras Graciosas, mais um produto da Rede, agora em Portugal, que funcionará como ponte direta para o Brasil, desenvolvendo projetos literários em terras lusitanas.

Rede Sem Fronteiras é uma entidade cultural que desenvolve e divulga a cultura brasileira e lusófona em todo o território nacional brasileiro e para leitores de língua portuguesa residentes em mais de 20 países do mundo, nos cinco continentes, com o lema: “Juntos, somos mais fortes!” Seu objetivo é promover, difundir e fomentar a cultura e a produção de seus membros, além-fronteiras, por meio de projetos literários e culturais, eventos e parcerias com Universidades, Fundações, Associações, Academias e entidades afins.

Para mais informações sobre a Rede Sem Fronteiras, ou para solicitar os regulamentos para a participação da Feira do Livro de Lisboa de 2021 (presencialmente ou se fazendo representar) ou para os regulamentos de uma das coletâneas e eventos, contate o e-mail: contato@redesemfronteiras.com.br. E siga a Rede Sem Fronteiras nas redes sociais para acompanhar suas ações.

Em anexo, imagens ilustrativas.


Fonte: Assessoria de Imprensa

24 agosto 2020

Leminski-se um pouco todos e todas

Paulo Leminski foi um grande poeta brasileiro que teve a sua obra reeditada em 2013 sob o título Toda poesia. A partir de então os seus versos viraram febre e alcançaram um público ainda mais amplo.

É de se espantar que uma antologia de poesia tenha liderado os rankings de mais vendidos chegando a desbancar best sellers como 50 tons de cinza. Mas fato é que a poesia cotidiana e acessível de Leminski cativou não só o leitor habituado a lírica como também seduziu quem nunca havia sido grande fã de versos.


As informações são do site
https://www.culturagenial.com/leminski-melhores-poemas/

Amar você é coisa de minutos...

Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui

19 agosto 2020

ÚNICO DESEJO


                                            
                                                                 Dariely de Barros Gonçalves
Diz-se que ao nascer um filho, nasce também um pai e uma mãe. Isso significa que os pais vão se constituindo simultaneamente a gestação dos filhos. A única diferença destes pais e destas famílias, daquelas constituídas de forma diversa é que no segundo caso, os pais nascem primeiro. Posteriormente encontram os seus filhos, que não nascem deles, mas, para eles.

A família é o primeiro contato do indivíduo com o mundo como ser social que é. Família irradia vida, cultura, valores, experiências. É mais que uma árvore genealógica, um retrato na estante, os mesmos genes, os mesmos sobrenomes, o mesmo habitar. Família compartilha afetos, responsabilidades, sonhos, objetivos, histórias, legados. Igualmente, conflitos, contradições e feridas que perpassam gerações.

No tocante a sua função, natureza, composição e concepção, as famílias, assim como os membros que as compõem vêm sofrendo transformações sistemáticas. As famílias sempre tiveram fundamental importância e papéis variados ao longo da história. Até bem pouco tempo possuíam uma formação patriarcal que legitimava a prevalência do poder masculino sobre a mulher e os filhos. A Constituição de 1988 emancipou-a e trouxe-lhe autonomia. Isso culminou em uma família menos rígida e mais democrática, em relações mais equânimes, baseadas no respeito mútuo, alicerçadas na afetividade.

Fora do contexto legal, infelizmente, a realidade, muitas vezes, é diferente. Ainda verifica-se o império do patriarcado e do machismo se sobrepondo à lei e ao novo papel de homens, mulheres e famílias. O que se traduz, inclusive, em diversas modalidades de violência. Ou, ainda, nas mais variadas formas de negligencia, ausência, abandono e omissão.

A família atual, contudo, vem buscando sua identificação na solidariedade como um dos fundamentos da afetividade. Amparada pela lei, deixou de ser encarada apenas como uma entidade jurídica ou econômica e passou a ser reconhecida como um espaço de afeto e ajuda recíproca.  Suas novas configurações, representadas por “famílias tradicionais, monoparentais, recasamentos, uniões homoafetivas, filiações socioafetivas”, reafirmam o desejo de amor, sentido e completude almejado pelos casais e pelos indivíduos na contemporaneidade. Longe das conveniências, aparências, hierarquia, interesses e hipocrisias, resta apenas o desejo de ser feliz. De amar e ser amado.


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