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08 fevereiro 2016

Nuvens novas


Coloco nosso “amor” ente aspas
Para que em cada dia que nasça
Possa ter uma definição diferente. 

Nuvens novas
(André Anlub - 31/1/16)


Despontaram pela montanha: sonho, esperança, rebanho.
Olhos se encharcaram novamente: na boca seca os poemas saem fanhos;
As mãos alcançam o que outrora esteve atrás,
Afagam, resguardam – todavia – o que agora está à frente. 

Em demasia os novos elos da corrente: nascimentos, novas falas;
Almas virgens – desvirginadas; semente do afã que à mente abala.

Atuação impecável, no futuro o tempo passado – o tempo presente;
Força corriqueira que desce em paralelo: corredeira;
Forca traiçoeira que sobe feito fumaça ao norte: morte.

Pela janela nuvens de chuva se viam e serviam de cenário,
O chá bem quente, a febre rente e ardente, 
O cheiro do campo descansa: quase um calvário.

No pensamento sucinto, incondicionais certezas invadem:
Há nuvens novas; há versos em pássaros; há fleuma na flor que nasce.

25 janeiro 2016

São Paulo 462


“São Paulo, de todos os Santos dos becos e do asfalto que samba e desfila sozinha. São Paulo, da poesia e dos bares, da nostalgia e das noites frias. É amor de quem fica e saudades dos que partem. São Paulo, de Gil e Caetanos, não é só dos paulistanos mas de outros tantos... 
São Paulo de pedra que acolhe e ampara os que nela se perdem... 
São Paulo, trabalho e esperanças que nunca se cansam.”

Reggina Moon 

24 janeiro 2016

A NOITE


Sou colecionadora de saudades,
mas assim que anoitecer
te prometo, meu amor
devolver a tua metade do abraço
com um beijo e meias palavras.
Estar ao teu lado no silêncio ou na alegria do sorriso.
Fazer poesia quando a noite chegar.
Somente quando a noite chegar...
O sol ofusca o brilho do nosso luar.

Reggina Moon 

18 janeiro 2016

Sem febre


Sem febre
(André Anlub - 16/1/16)

Sem febre, em frente, mas em chamas; 
Ontem era frio e duro como uma pedra de gelo,
Hoje estou quente e flexivelmente recorrente...

É a tal inexplicável cautela absurda ao zelo.

Haviam visões tumultuadas e desfocadas 
De bocas pedindo ajuda em ruas em combustão;
Haviam águas de mágoas imaculadas em nada
Escapavam em assombrações pelas mãos...

Inexistentes mãos.

Mas hoje é, acima de tudo, um dia bom – com nexo;
Se ocorreu um terremoto, não fez qualquer ser vivo perder o foco.

Mas se o que foi ontem foi suspiro de começo de sexo?
Talvez troca de olhares, carícias repetidas e as bem-vindas inéditas;
E névoas e neves e nuvens que meramente vão e vem;

Agora, no momento, tudo se foi no vácuo de um vício eterno...
Esse meu e seu de rir do hoje que amanhã será ontem
E no futuro, eu ou você talvez sejamos: outrem. 

CAMINHOS


Recolhi conchas no mar,
na imensidão andei, vaguei,
sem sair do meu lugar...
Caminhei sobre areia fininha,
derramando sonhos,
sem olhar para trás...
O vento que desalinhou meu cabelo,
é o mesmo de sempre,
tudo permanece,
menos eu, que continuo seguindo,
corajosamente contra o tempo....


Reggina Moon 

13 janeiro 2016

Perdão !


Perdão!
Peço perdão à vida Por não entende-la E tentar mudar minha sina
Por ser uma espécie precisa E achar que ser normal É o ‘ser’ depois de sonhar
Voar sem asas... Ter um lugar pra ir Mas só se for ‘só’ E amar tudo isso Enquanto em minh’alma Esconde-se... E só escapa quando a dor é maior
E quando espero por nada O que tenho não escuto...
Peço perdão Pela minha historia Por tentar tanto Fazer-me feliz Por preferir ver só flores E deixar essa vida passar Sem encontrar a canção certa
Peço perdão Por pensar em ir E não voltar, Nunca mais! DúKarmona®

Perdido no espaço


Perdido no espaço
(André Anlub - 10/10/09)

Viajo por entre galáxias,
Estrelas cadentes,
Buracos negros,
Na velocidade da luz.

Espelho-me em grandezas,
No infinito,
No belo, bonito,
Em muitas certezas
Inclusas no tempo e na imaginação.

Contudo me acho
Perdido no espaço,
Sem pé nem cabeça
E com muita incerteza
De um ser que retorna
De volta ao chão.

Vejo-me inseguro,
Tonto em perigo,
Meu próprio inimigo,
Poeira estelar
Em um eco obscuro,
Anéis de Saturno,
Construo um abrigo
Em um planeta vazio,
Chamo de meu lar.

Atravesse os mais tortuosos logradouros
Cobice as respostas e não os louros
Vire o mundo do avesso – como em um desenho
Enfrente mandinga e sol quente – com muito empenho
Seja pigmento sólido ou pó solúvel
Transmita o que vive e pensa – em ínfimo espaço
No papel deixe sua vida – assine embaixo.

08 janeiro 2016

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