28 abril 2016

Quanto Vale?


"Ás vezes me sinto tão fora do contexto. Fico observando as pessoas e suas reações, suas preocupações.Muitas vezes eu estou tão entretida com minha rotina, tentando achar saídas para os problemas, os papéis, os compromissos e seus respectivos comprovantes devidamente autenticados, que sinto pena desse tempo não aproveitado. Enquanto permaneço absorvida não percebo a inutilidade de tudo. Quando me afasto e viro expectadora de mim mesma penso "para que tudo isso?". Um emaranhado de bobagens nas quais nos apegamos. E quando se vê, a vida passou e continuamos a guardar os comprovantes devidamente autenticados, as contas pagas, os manuais e garantias para quando morrermos tudo virar um amontoado de papéis inúteis, demonstrando que nossas preocupações tem prazo de validade. Ah, quanto céu azul eu não vi, quantos mares, quantas paisagens!!' 

Reggina Moon 


22 abril 2016

Menina de Prendas


MENINA DE PRENDAS

Bordava,
tricotava,
pintava sabonetes.
Encapava cabides, rabos de rato;
opala pele de ovo,
camisa de pagão à mão.
Desmotivada,
a menina das prendas impostas
desprendeu-se   das agulhas e alfinetes.
Sobrevoou algumas estantes e bancas de jornais.
Realidade e fantasia desafiavam o seu dia a dia.
Cresceu!
Seduzida pelas dúvidas do viver
acumulou  impressões e sentimentos,
reinventou-se menina  do escrever.

©rosangelaSgoldoni
12 04 2016

RL T 5 612 434

20 abril 2016

15 abril 2016

Manhã de 22 de maio de 2015


Boca que se cala – pedaço da história que se vai – fica a saudade 
(Manhã de 22 de maio de 2015)

O dia está sem graça? Vem logo alguém e põe graça nele, é só esperar... ou de repente não. Estou sentindo o arrepio de um amigo que está partindo. Já falo nisso! Sinto-me cada dia mais distante das antigas amizades, mas cada vez mais perto da compreensão das mesmas. É uma sintonia às avessas que me faz mais forte para futuramente abraçar de vez tais amigos. Mas no momento me dói em saudade. Uma confusão de sentimentos que ainda não me atormentam, pois sei lidar inteiramente com eles. Já os coloquei diversas vezes na balança para ter noção quem/qual/quanto vale à pena. A conclusão mais lógica e clara que cheguei é que com uma (re) aproximação mais intensa perderei a análise e ficarei na boemia, no ‘tapinha’ nas costas, na conversa de boa –, falando o que querem ouvir e ouvindo o que queiram falar. Ficará uma amizade rasa, amizade de esquina, de copo, praia e corpos femininos... Dessas banais que vejo muito por ai. Não é fazendo barganha que a amizade (re) nasce. Não há sacrifício algum em uma amizade criada para terceiros olhos, para Inglês ver, tampouco almejando “lucros”. O amigo nasce amigo e não há nada que o separe; a não ser que a amizade só exista de um lado (muito comum). Vive-se ao lado de uma pessoa dando enorme afeto e consideração, mas na mesma não há reciprocidade. Até ai não há problema algum, pois amizade só de um lado continua sendo amizade. O problema é quando o outro lado carrega esse embuste tão bem que se cria uma armadilha sem fim: os dois lados passam a acreditar na amizade mútua. De um modo ou de outro as complexidades de tais fatos não valem um aprofundamento absurdo e absoluto de quaisquer analises... Pois nunca se chegará a um denominador comum se o outro lado não pondera sobre o assunto. É um Deus nos acuda... Mas que no final de tudo o importante é a consciência limpa. Sinto muito por um amigo que está doente, sinto na pele o medo de quem está indo. Mas não serei hipócrita de falar que sei o que ele está sentido. Não sei! Só digo que foi uma amizade de muitos anos; ele foi parceiro e querido por mim. Mas sempre tive a absoluta certeza que havia algo que nos distanciava. Algo que não irei esmiuçar, pois caso eu descubra não terei como trocar essa experiência com ele. Não mais. Agora ele se encontra nas minhas orações e fora das minhas meditações.
Segue em série a sensação do lápis, tinta, pincéis, ideias e um som para embalar e alucinar como um ópio. Uma volta pela casa na companhia dos cães, o céu lindo observando calado, as nuvens fazendo caminhadas, o abacateiro balançando com o vento e o tempo que estacionou em si próprio. Há olhos para verem coisas que só querem ver... Mesmo sendo prejudiciais a eles. Há luz no fim do túnel, mas também pode haver no início e meio dele. O louco saiu à caça do ambiente mais largado, com menos contrastes e mais matizes e cores; o louco se diz louco e a loucura se diz dele e os outros o dizem louco; muita loucura em um pequeno corpo – muita galinha e pouco ovo. Uma receita de bem-estar é abraçar-se a premissa de que para qualquer assunto abordado pode haver uma chance enorme de você estar errado. Dentro dessa ideia inicial e verdadeira cabe qualquer saída; cabe a aceitação de ser ouvinte e o aprendizado de quem queira transmitir. Saber ouvir é uma arte... Mas poucos artistas a dominam. Pois há alguém que anda de mãos dadas com o atraso, dorme na mesma cama e há anos vem causando mais transtornos do que soluções: a defesa em unhas e dentes da sua ideia. Não ser flexível, não ponderar sobre o que está sendo colocado... se preciso for, leve o assunto para casa, medite e reflita. Não acredite na primeira impressão. Coloque-se no lugar de todos os “atores” vigentes na fábula: pense – estude – pesquise... Assim volte depois com sua ideia mais sólida ou, quiçá, uma nova e esculpida visão sobre o mote e também a morte. 

André Anlub

10 abril 2016

Saudade ...



Saudade ...

Quando te encontrar
Vai sentir a falta que me fez
Na distância do nosso abraço...

A ausência da sua mão na minha
Conduzindo o meu caminhar,
Vai sentir na urgência do meu olhar...

Vai entender o que não me consola,
Do tempo que partiu e não parou
Nem curou a dor que ficou...

Vai sentir que cresci com o que deixou
Que me fez vestir de sonhos, de vida!
Mas está difícil ser inteira sem te ouvir...
Está difícil estancar toda esta dor...


DúKarmona®

‘Concubino’ Erudito I e II


(haja axioma)

Já foi de encontro com as mãos aos ombros, ensaiando um inolvidável beijo e demonstrando assim ser o mais original. Ante adormecido Vesúvio, conquistador caro, de curtas palavras afetuosas, minucioso no andar e no faro, pretensão volúvel. E o mal... Serpente que persevera, sempre há tempo que abunda, o veneno que fica à pampa, na sombra e na sobra do mais novo ovo de cobra. Desequilíbrio patológico, espalhando suas crias, nas cidades, nos bairros, nas ruas e vias. E o bem... Conquistador irrestrito, viu-se na acerba enrascada, preso ao amor puro e adequado, afogado em águas rasas, tornou-se de gosto: ‘Concubino’ erudito. Chegou manso com aquele papo de ouro, conquista, envolve e absorve. Se não deu, dá um tempo e tenta de novo naquele clima fresco, aquele vinho bom, lareira acesa e sentimento em “blow”. Se já há resposta, atividade! Com responsabilidade faça de jeito e de bom-tom. Vejo o futuro: a mulher grávida caminhando na praia, saia rodada e imensa vontade de estar numa festa cálida (pagã). Para quebrar a leitura, aumento essa coisa fútil, dispensável, absurda, cega, surda e muda, com esse parágrafo inútil. Volto ao conquistador barato, réu com popular palavreado, engomado, com a boca que dança ao som da goma de mascar. O ser mascarado de louco camuflado, fazendo crueldade. Escreve livros invisíveis, irrisórios (de matar), sem fim (há de acabar) e até mesmo sem finalidade. Por fim surgem infinitos demônios sem nomes nem rostos, sem breves e longos amores, surgem só para lhe buscar. Agora vemos as dores que somem longe e deixam os motores que impulsionam o viver. É só mais um dia, vida e coração, visão apaixonada do fluxo, sangria e adoração. Não há mais a dizer, só abra os olhos e permaneça amando. (Lá no final de tudo – onde o grito é mudo – quem sobrevive é o talento).

André Anlub

09 abril 2016

01 abril 2016

FRIENDS

FRIENDS

Amigo é meio irmão, amparo e chão...
Amigo é solidário e não nos condena.
Na discórdia, respeita.
Nos deseja boa sorte e amor.
Amizade não tem interesse, cobranças ou falsas promessas...
Amigo é poesia, canção,dia de sol, terno abraço, laço.
É a palavra certa e o silêncio nas horas incertas...
Amigo briga, erra e perdoa, joga conversa fora e ri à toa...
Os amigos compreendem o que cala no coração...



Reggina Moon

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